A confiança no mercado financeiro passa pelo Novo Mercado, o segmento da B3 que exige as mais rígidas regras de governança e transparência. No entanto, casos de corrupção envolvendo empresas listadas nesse setor têm gerado intensas contestações por parte de analistas. A permanência de companhias com reputação afetada, como a JBS e a Embraer, é vista como um fator que prejudica a credibilidade do selo de qualidade da Bolsa e contamina a imagem de outras empresas.
Para Felipe Demori Claudino, as regras atuais apresentam pontos que poderiam ser aprimorados, uma vez que o Novo Mercado acaba focando em aspectos que não são efetivamente os mais importantes para a prática real de governança. Claudino também defende que o papel de fiscalização e eventual punição deveria ser desempenhado por reguladores como a CVM, observando que, na estrutura da Bolsa, as empresas acabam ocupando também a posição de clientes. Apesar das controvérsias, o segmento continua sendo a referência para acionistas minoritários, oferecendo proteções como o direito a voto e a garantia de preço na venda do controle.
